segunda-feira, 17 de outubro de 2011

[ Flor do desejo ]

Flores rubras o céu iluminando
Em fantasia brusca e colorida
Olhos profundos refletindo a vida
Teus seios nus, ardentes, me acenando.

E sinto que te assustas, recordando
Ao meu olhar tão duro, enrubescida
E me enche de prazer te ver vencida,
Nervosa, do abraço se esquivando

E aos pouquinhos vou enlouquecendo, 
Teu ventre liso e tenro aparecendo, 
E as coxas lindas em suave arpejo...

E caio no teu corpo estremecido
Num abraço apertado, embrutecido,
Para matar a flor e o meu desejo...

sábado, 15 de outubro de 2011

Podre


Eu fui até ela. Ela estava sentada na beira do sofá, soluçando e enxugando as lágrimas do rosto. Ela olhou pra cima enquanto eu me aproximava, e de repente mais lágrimas brotaram em seus grandes olhos negros. Sentei-me ao lado dela, e coloquei meu braço em seu ombro, tentando conforta-la. Eu sabia o que significava perder um irmão. Eu tinha perdido um, na guerra. Ele tinha sido meu herói – sempre corajoso e idealista. Quando ele se alistou, eu lembro que eu prometi que seria soldado um dia. E eu realmente me tornei um soldado, mas não pra lutar por meu país. Eu lutava outras guerras.

Ali, sentado com ela como um espectador silencioso do seu luto, meus pensamentos voltavam aos acontecimentos do dia anterior.

Tão logo o garoto chegou perto o suficiente, eu lhe chutei o abdômen, peguei minha arma, e disparei três tiros no peito. Eu olhei alguns segundos enquanto ele se contorcia no chão. Abaixei-me sobre ele, segurei suas mãos e lhe disse que eu tinha que fazer aquilo. Ele me olhou nos olhos com uma mistura de incredulidade, tristeza e indignação. Eu acho que ele morreu dentro de um minuto. Quanto mais eu pensava nisso, mais eu sentia que tudo tinha sido culpa do moleque mesmo. Ele tinha sido tolo o suficiente para nos ameaçar de informar a polícia sobre nossas ações. O patrão ficou muito zangado e me disse que eu deveria acabar com ele. Fui escolhido porque eu, pessoalmente, conhecia o menino e sabia que ele confiava em mim. Essa foi a parte realmente ruim. A traição. Esse era o tipo de soldado que eu tinha me tornado: matando pessoas fracas que confiavam em mim para pessoas poderosas que confiavam em mim. Eu tinha apodrecido.

Mas ainda assim, eu vivia. Foi o meu amor por ela que me manteve vivo. Se não fosse por ela, eu seria comido por toda culpa e todo ódio que fervia dentro de mim. Eu estava pensando em suicídio, quando a conheci. Era como se Deus houvesse enviado um anjo do céu para confortar a minha alma doída. 

Eu acariciava seus cabelos com a mão – era o mínimo que eu podia fazer. Sentia a tristeza dela como se fosse minha, mas era estranho me sentir assim, quando eu tinha acabado de matar um rapaz inocente, que era também um irmão, um filho, um amigo de alguém. Pensei que a vida é cheia de ironias cruéis como essa.

De repente ela me olhou nos olhos e disse:

– Por que as pessoas boas morrem sem razão? O que meu irmão fez para merecer isso?

Eu não podia fazer nada, além de me sentir impotente. Eu nunca tinha encontrado o irmão dela, mas sempre ouvi coisas sobre ele. Sabia que ele tinha sido um artista muito bom, um pintor. Ele tinha feito uma pintura muito bonita de sua irmã e havia mandando pra mim. O quadro estava pendurado no meu quarto, e lembrar disso me despertou uma vontade súbita de saber mais sobre ele, saber como ele era.

– Você tem uma foto dele? Eu perguntei a ela.

Ela me olhou de uma forma estranha que eu não pude decifrar. Então abriu uma gaveta, e entregou-me uma fotografia emoldurada. Peguei-a em minhas mãos e olhei para o rosto do jovem. Dizem que quando você está em um estado de grande emoção, o tempo fica mais lento. Como quando eu olhei pr'aquele rosto, e mil pensamentos passaram pela minha mente. Agora era como se Deus tivesse conspirado contra mim o tempo todo. Se havia algo em mim que não estivesse podre, apodreceu quando eu olhei para o rosto daquele garoto inocente, que eu matei com três tiros no peito.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dogville



Dirigido por Lars Von Trier, Dogville é uma produção intrigante – para não dizer fantástica. O filme sem cenário, paredes ou trilha sonora, exige dos espectadores um pouco de paciência – devido ao seu ritmo desacelerado – e muita de imaginação. 
O primeiro contato é estranho: todas aquelas demarcações no chão passam a impressão de que estamos diante de um genuíno teatro Brechtiano. Por outro lado, apesar de denunciar a todo tempo seu caráter interpretativo, Dogville não alcança – tampouco almeja – o distanciamento. Pelo contrário: o filme nos provoca tanto quanto fosse um documentário ou uma história real. Isso porque Lars Von Trier abre mão do “supérfluo”, que geralmente distrai o espectador, e investe apenas no “essencial”: demonstrar o potencial desumano do ser humano, encabeçado pelo egoísmo, que por mais que pareça demasiadamente cruel nessa abordagem, está presente na maioria de nós (porque seria muita pretensão generalizar). 
O título no inglês precário pode ser traduzido como Vila Cachorro ou Vila de Cachorro. Há realmente um cachorro na pequena cidade fictícia, chamado Moisés; embora não-materializado, ele é uma personagem importante na trama, e é possível ouvi-lo chorar e latir de vez em quando. As outras personagens são surpresas a parte. 
No início do filme, os moradores de Dogville, aparentemente boas pessoas humildes, liderados por Tom (Paul Bettany), acolhem Grace (Nikole Kidman), uma misteriosa jovem, fugitiva da máfia. Em troca da hospitalidade, ela precisa prestar apenas alguns pequenos serviços, entretanto, com a máfia intensificando a busca, surge em Dogville um impasse: a presença de Grace colocava todos em perigo. Desta forma, para compensar o risco corrido, ela deveria intensificar as horas de serviço. 
A trama se desenrola de forma dramática: os moradores vão – um a um – revelando seus verdadeiros instintos de exploração (inclusive sexual) e humilhação sobre a bela fugitiva. Contudo, o destaque vai para Tom (Paul Bettany), que parecia ser o mocinho e se revelou essencialmente ruim dentro da filosofia que ele mesmo não sabia explicar, e a própria Grace, que na tentava de árdua de buscar sentimentos nobres nos seres humanos, acaba descobrindo a própria crueldade, escolhendo destruir a vila. 
Depois de todos aniquilados, apenas o Cachorro Moisés sobrevive à amargura implantada pelos algozes dos sentimentos de Grace. Apenas Moisés teve o valor dele acima do ser humano.

sábado, 1 de outubro de 2011

Melancolia



Eu pensei que O Anticristo fosse o retrato da depressão de  Lars Von Trier, mas me enganei. Hoje eu não falo como alguém viciado em cinema. Não vou analisar os termos técnicos do filme ou os altos e baixos do roteiro. Hoje eu me limito a dar uma opinião muito sincera e deslumbrada, sem me importar em ser exagerado ou injusto (com outros filmes).
É o seguinte: o roteiro, as interpretações, a fotografia, a trilha sonora (perturbadoramente alta), o ritmo... Tudo em Melancolia é perfeitamente elaborado para fazer você querer morrer do início ao fim do filme. "Querer morrer", pode soar exagerado, mas essa é exatamente a sensação ao ver esse filme. Teve um momento que eu pensei que fosse vomitar. 
Então, vou dizer aqui com honestidade: pense bem, não subestime o filme. Você pode pensar agora "mas é só um filme". Mas não é um filme qualquer, é um filme belíssimo, fruto da depressão profunda de um diretor brilhante. Um filme que vai fazer você sentir coisas que você nunca imaginou que um filme pudesse fazer você sentir.
Talvez depois de assisti-lo você se sinta uma pessoa melhor só por ter sobrevivido a toda a melancolia que esse filme transmite, ou talvez pense "eu seria mais feliz se não tivesse visto esse filme." 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Antagonismos

Sem maldade, a bondade é esquecida
Sem ódio, toda paixão resumida
Se não há fome, perde o sabor a comida
Se não está sujo, porque usar o lavabo?
Porque um Deus? Se não existisse o diabo...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Crepúsculo

E quando as nuvens do tempo vão passando,
E estava vontade de ferro declinou,
Quando vozes no céu, te estão chamando,
Ou no inferno, se Ele te abandonou,

A melancolia vai te incomodando -
E a noite escura ainda nem começou...
Pouco a pouco, prazeres vão se acabando,
Só a saudade, ninho no m peito encontrou.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Felicidade

Felicidade eu vos digo;
Devia ser e não era,
Despertar na primavera,
E eu dividindo contigo,

Todo amor, todo perigo
Passarmos juntos quisera
Mas felicidade não era
O que eu sonhava comigo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Declaração de botequim

sonhei ser poeta!
fiz versos tristes
sem rima e sem métrica.
busquei inspiração
nas cores, no amor,
no mar, no sofrimento!
tudo igual...
o momento pode fazer o poeta
mas o meu momento não chegou...
a minha musa feneceu
naquela noite enluarada
quando um violão plangente
fez vibrar no ar o seu último acorde.
um acorde triste, tão dolente
que até a estrela chorou!
fiz versos ao medo
ao sonho
à s o l i d ã o
versos puros, piegas
sem rimas, sem métricas.
versos com sentimentos confusos
vomitados com uísque.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pra não confundir amor com submissão.

- abre os olhos e vê
o que restou de você?
submissa,
perdeu-se na dúvida
de ser ou não ser
amada.

sábado, 28 de maio de 2011

Súplica

Perdoe-me nesse instante
Por esse verso tosco
Por meu vacilo
Por meu sufoco
Perdoe a minha falta de tato
Perdoe minha falta de contato
Com seu paladar
Com seu tato
Com sua tatuagem
Com seu perfume barato
Perdoe meu cartaz
Meu amor fugaz
Meu não
Meu sim
Meu tanto faz
Perdoe meu sorriso vazio
Meu arrepio vadio
Meu receio constante
Meu navio rasante
Meu membro pulsante
Por você, por ela e aquela
Perdoe minhas flores murchas
Minhas cores pardas
Minha aquarela velha
Sem pincéis
Sem cores fortes
De tons pastéis
E sonhos de padaria

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

De Olhos Bem Fechados


Serio, pensei que ia odiar esse. Mas achei lindo e estranhamente fascinante.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pulp Fiction - Tempo de violência


Mia: Don't you hate that?
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don't know. That's a good question.
Mia: That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Anticristo



Ainda estou digerindo, mas posso afirmar que meu fascínio por Charlotte Gainsbourg só aumenta a cada dia. Quanto a esse filme, eu não sei dizer se ele é realmente um filme para espectadores. No mais, é sensacional.

sábado, 10 de outubro de 2009

O nome da rosa


A idade média é conhecida tradicionalmente como a idade das trevas. O filme “O Nome da Rosa” aproveita-se dessa denominação para criar uma atmosfera ofensiva e obscura, onde todas as personagens parecem ter algo a esconder. A tela escura, a trilha sonora, as caricaturas, e até mesmo a própria trama sugere que não era fácil viver naquela época, ainda mais sob a supervisão tirana da inquisição. A igreja católica monopolizava tudo: terras, agricultura, comércio e principalmente informação, e contava com o dogmatismo religioso para manter o controle.
É justamente esse dogmatismo religioso que rege o enredo do filme. O protagonista e narrador, Adso, é um noviço que acompanha seu mestre, William de Baskerville, um monge franciscano racional e calculista, com alma de detetive. Juntos eles chegam a um remoto mosteiro, na Itália, e são convidados a desvendar o mistério de uma série de assassinatos. Segundo eles descobrem no decorrer da história, as mortes são resultado do fanatismo de um monge que tenta impedir a popularização do riso através de uma obra de Aristóteles. Para tanto, ele envenena as páginas do velho livro, e garante a morte de todos aqueles que não conseguem conter a curiosidade.
Embora tenham, afinal, desvendado o mistério, William e Adso precisam enfrentar a as normas cegas da igreja católica que, através do Grão-Inquisitor Bernardo Gui, interfere no caso e o classifica como crime de heresia, recusando-se a aceitar as provas de Willian (com quem já teve desavenças no passado).
A trama se desenvolve com um ritmo próprio, deixando espaço para que o espectador conheça melhor o protagonista, desde suas dúvidas sobre o amor, à confirmação de suas convicções. O filme é, na verdade, uma grande realização, pois remonta com grande êxito as controvérsias de uma época, sem, tampouco, esquecer que se trata de uma produção cinematográfica.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Charlotte Gainsbourg


Apresento-lhes, minha musa. Não é a música, não é sua atuação, não é sequer sua aparência. Talvez seja algo de sua descendência, afinal, ela tem sangue de ouro, mas é principalmente a forma como seu olhar - aparentemente vago, mas nunca vazio - prende o meu através do monitor, da tela do cinema e até da voz. Pois quando eu fecho os olhos eu a imagino olhando pra mim e me absorvendo para todo seu magnetismo pessoal. E é isso. Acho que estou apaixonado. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Evgen Bavcar

"A fotografia não é exclusividade de quem pode enxergar. Nós também construímos imagens interiores"






segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Noite dos mascarados

confetes, serpentinas
odaliscas, pierrôs
colombinas...
máscaras coloridas
para disfarçar
a tristeza das meninas.
carnaval, folia
sorrisos e fantasias...
válvula de escape
de muitas vidas vazias.

quarta-feira, 29 de julho de 2009




Mr. White: Smoke?
Mr. Pink: I quit.
[...]
Mr. Pink: What, you got one?


Mr. Blonde: Are you gonna bark all day, little doggy, or are you gonna bite?
Mr. White: What was that? I'm sorry, I didn't catch it. Would you repeat it?
Mr. Blonde: Are you gonna bark all day, little doggy, or are you gonna bite?


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cidade dos Sonhos





Betty Elms: Have you ever done this before?
Rita: I don't know. Have you?
Betty Elms: I want to with you.
_____________
Cynthia: You're broke.
Adam Kesher: But I'm not broke!
Cynthia: I know, but you're broke. Where are you?


domingo, 26 de julho de 2009

La Haine



Vinz: I know who I am and where I'm from!
Man: Then go back there and shut the fuck up!
Vinz: Go fuck your mother, man.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

La Jetée


“Nothing sorts out memories from ordinary moments.
Later on they do claim remembrance when they show their scars.”






quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dan Paris

Paul: I think we grossly underestimate our sorrows, in general. We always die of sadness, actually.

Alice: You mean sadness is put inside us at birth?

Paul: Yes.

Alice: Like eye color?

Paul: Exactly. That’s why it needs our care, but others can do nothing. No one can do anything about eye color. Also, I think it would be fair to let you take care of your sorrow alone.

___________

Paul: I don’t know what’s happening. I don’t trust myself when I’m in love. I get nervous and say the wrong things or I start examining, evaluating, calculating what I say. I say “Think it will rain?” She responds, “I don’t know.” Then I wonder if she’s even interested. It all scares me to death. Yes, scared to death. A friend once told me having a fuck buddy is better than falling in love. I think he’s right. Rain makes flowers grow and snails happy. That’s a fact. But if a girl loves me she starts acting strangely, like asking me funny questions and pouting when I snap at her or saying things like “Think it will rain?” and I say “I have no idea” and she says “Oh” and gets all sad looking up at the California-blue sky. That makes me thank god it’s you, darling. This time it’s your turn.

____________

Anna: I know you love me. That’s the difference between us.

Paul: How can you know I love you? How can you be sure?

Anna: Before I followed you inside this hole, I lulled myself to sleep repeating “Paul loves me.” I said it out loud hundreds of times, like a prayer. Meaningless words. We hardly knew each other. But something came about, something established. I believed you loved me. I had faith in your love. This belief never left me. We can pray to be loved by only one person. It’s not the worst way to save a soul. You never prayed for my love. You never needed my love.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

hem?

no meio da noite
o justo dorme
o incauto bebe
o poeta sonha.
juntando os fragmentos
das desilusões
o mar da incerteza
cresce e se encapela.
menestrel sem anseios
dorme no calçadão
no meio da noite...
como seria o mundo
sem a esperança
sem os menestréis
só com os vagabundos?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Antes do Amanhecer



Jesse: Acho que escrever aquele livro foi como construir algo que me impedisse de esquecer o tempo de passamos juntos. Algo que me lembrasse que realmente estivemos juntos. Que foi verdade, que aconteceu mesmo.

Celine: Fico feliz que você diga isso, porque sempre sinto que sou anormal por não conseguir seguir em frente. As pessoas têm um caso, ou até relacionamentos, terminam e esquecem tudo. Mudam como trocam de marca de cereal. Sinto que não esqueço as pessoas com as quais estive porque cada uma tem qualidades específicas. Não dá para substituir ninguém.
O que foi perdido está perdido. Cada relacionamento que termina me magoa. Nunca me recupero. Por isso, tenho cuidado quando me envolvo com alguém, porque dói demais. Eu evito até transar porque vou sentir saudades de coisas mundanas daquela pessoa.
Tenho obsessão com pequenas coisas. Talvez eu seja louca, mas, quando eu era menina minha mãe me disse que eu sempre chegava atrasada à escola. Um dia, ela me seguiu para saber o motivo. Eu ficava vendo as castanhas caírem das árvores e rolarem na calçada ou as formigas atravessarem a rua ou a sombra de uma folha num tronco de árvore. Coisas pequenas. Acho que com gente é igual. Vejo pequenos detalhes específicos de cada coisa que me comovem e sinto saudades deles depois. Não se pode substituir ninguém porque todo mundo é uma soma de pequenos e belos detalhes. Lembro que a sua barba tem fios avermelhados e que o sol os fez brilhar naquela manhã, um pouco antes de você partir. Lembrei disso, e senti saudades.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Não vou mais falar de amor

guardo no bolso minha tristeza
mãos pro alto, pés no chão
não quero mais esse vazio
cheio de nada, cheio de não.

Bastava um minuto

Pra ficar nos seus braços
Contemplando sua alma desnuda,
Acariciando os seus cabelos
Sussurrando palavras introvertidas
Silenciosas, apaixonadas, mudas!...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Triste companheira

porque me persegues tanto?
deixa-me continuar a minha vida vazia
sozinho, sem amor, sem encanto
carpindo a minha dor na noite fria
sorvendo goles do meu pranto

todos me abandonaram sem piedade
o amor, os colegas, os amigos
e somente tu, triste companheira
continuas a sofrer comigo o meu castigo

não me procures mais, eu imploro
segue teu caminho e deixa-me só
pra não veres as lágrimas que eu choro
pra não me veres reduzido a pó

vai! vive a tua vida e eu viverei a minha
do passado e dos momentos de felicidade
não quero nada, nadinha
nem mesmo tu, saudade.

Desencanto

tudo vai perdendo a intensidade
a chama do amor pouco a pouco se apagando
o coração triste já não tem felicidade
os lábios frios tremem, no entanto

sábado, 4 de julho de 2009

Laranja Mecânica


Por alguma sorte estranha eu não fui ao cinema aquele dia. Tinha os ingressos e tudo, mas a chuva - e acredite, aqui nunca chove - não me deixou. Então eu assisti Laranja Mecânica pela primeira vez. E assisti novamente e novamente...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Sétimo Selo

"I met Death today. We are playing chess."



segunda-feira, 29 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Poesia de farmácia

inspiração
fascinação
alucinação

são tantas coisas que sinto
[ao seu lado]
que mal sei dizer quais ÇÃO.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

Uma Rua Chamada Pecado




A Sailor: Can I help you, ma'am?
Blanche DuBois: Why, they told me to take a streetcar named Desire and then transfer to one called Cemetery and ride six blocks and get off at Elysian Fields.

sábado, 13 de junho de 2009

Artigo indefinido

uma sonata de Bach na 4º corda
um mergulho profundo no passado
uma seresta ao luar, em minha porta
um pernsamento lindo, suave, renovado

sexta-feira, 12 de junho de 2009

10 filmes românticos

Em razão do dia dos namorados, para os sem-namorada(o) como eu, vai minha lista de indicações para passar o dia na fossa:



10 - Harry e Sally - Feitos Um para o Outro
Rob Reiner, 1989

09 - Encontros e Desencontros
Sofia Coppola, 2003

07 - Orgulho e Preconceito
Joe Wright, 2005

06 - Canções de amor
Christophe Honoré, 2007

05 - A Época da Inocência
Martin Scorsese, 1993

04 - Antes do Amanhecer
Richard Linklater, 1995

03 - Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Michel Gondry, 1994

02 - As Pontes de Madison
Clint Eastwood, 1995

01 1 Antes do Pôr-do-Sol
Richard Linklater, 2003